Manipulação aberta aguda do calo ósseo: Experiência Clínica com uma nova técnica cirúrgica para resolver velhos problemas da distração osteogénica

Introdução

A distração osteogénica (DO) de transporte ósseo como potencial alternativa aos retalhos livres na reconstrução de defeitos maxilares segmentares apresenta algumas desvantagens como: longo tempo de tratamento; dificuldades de controlo do vetor de distração; necessidade de utilização adicional de enxertos ósseos e problemas de criação da forma curvilínea. É proposta uma nova técnica de manipulação e fixação aberta aguda do calo de distração (MFAACD), que resolve estes desafios.

Métodos

Foi realizada uma análise retrospetiva de todos os doentes com defeitos maxilares que foram submetidos a DO e MFAACD entre 2006 e 2015. Os dados clínicos e demográficos foram registados e analisados. São apresentados alguns casos clínicos ilustrativos.

Resultados

Dos 14 doentes adultos incluídos, 7 apresentavam defeitos na maxila e 7 apresentavam defeitos na mandíbula de etiologia mista. O comprimento médio de distração foi de 4,9 cm (entre 3 e 8 cm). A MFAACD foi efetuada entre a primeira e a terceira semanas da fase de consolidação. O tempo médio de tratamento foi de 7,6 semanas (entre 4 e 13 semanas) e o seguimento médio foi de 38 meses (entre 25 e 76 meses). A conformação óssea curvilínea e o revestimento por tecidos moles estáveis foram alcançadas em todos os doentes, exceto um. Foram registadas 4 complicações pós-operatórias.

Conclusões

A MFAACD após DO é uma técnica eficaz e segura de reconstrução de defeitos segmentares maxilares, que representa uma alternativa útil à reconstrução com retalhos livre em doentes selecionados. Quando comparada com as técnicas convencionais de transporte ósseo, verificamos que esta permite diminuir o número de intervenções cirúrgicas e o tempo médio de tratamento.

Dr Alberto Rocha Pereira
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